sábado, 7 de agosto de 2010

ciclo(s)

Quando a rotina muda
E fazemos o que queremos
Ou assim acreditamos,
Vemos gente de toda a parte
Essa gente com que falamos

Vagueamos pela rua,
Rimos muito
Mas nem por isso deixamos de pensar
Sim, nem de chorar,
Está lá tudo,
Sempre.
       Tudo nos povoa a mente.

Há sempre um momento sombrio
Uma lua depois do sol
Um frio que arrefece a pele,
Memórias cantam ao desafio...

Mãos quentes e trémulas
Estas que rasgam cartas
As que te escrevi
E sei, nunca tas enviarei,
Não lerás o que dizem...

E eu?
Nada mais te direi.
Já devia saber bem,
Eu sempre precisei de ti
Tu nunca precisaste de ninguém.

2 comentários:

Tiago da Bernarda disse...

foi mesmo assim que me estreei em lisboa. mais um poema fantástico.
um beijinho! (:

Josephine disse...

"tudo nos povoa a mente". sim, a minha mente é a «casa do povo» para as ideias, elas vêm muitas vezes bater à porta. é preciso é tratá-las bem, alimentá-las e aquecê-las. o resultado são poemas como este (:
beijinho querida*