segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Mas o meu coração sempre sobreviveu

Escusado é pensar, repensar
A vida roda como gira o globo
Os olhos que riram,
choram e desfiguram a face
que antes gargalhava
por imaginar ali um amor novo

Agora as mãos rasgam as folhas
do poema que escrevi;
Agora caem os sinais
Com que a imaginação me presenteia...
E a lua estava cheia
só porque o sol sempre brilha
e se um é da noite, o outro é do dia.

Não havia motivo,
nem demanda que Deus semeia
mas o meu coração sempre sobreviveu
à sua própria cegueira.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

A lua estava cheia

A lua estava cheia
O teu beijo foi certeza
Que na viagem da mente
O tempo parou aqui -
- Neste abraço tão quente.

Será este o meu refúgio?
Estará escrito no céu estrelado
Este amor tão antigo
Que sinto em mim entrelaçado?

E nós: dois seres inacabados?


segunda-feira, 21 de março de 2016

Os versos sangravam mais

Gostava de começar do início
Nesta folha em que ninguém escreveu

Mas tu sabes, meu amor,
Não foi assim que aconteceu.

Os versos sangravam mais
E, ao redor, a dor profunda
De me saber perdida
Nesta escrita imunda.


Escrito 28/02.


quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Escrita de magia

Quero sair deste ciclo
vicioso e viciante
que me faz sentir menina
e não a mulher errante.

Só a poesia liberta
e tem o tema que eu lhe quiser dar
não me prende nem subjuga
não me humilha nem quer em mim mandar.

Preciso de vós, versos meus
que nem sei o que dirão
antes de dentro de mim saírem.
Precisa de vós, meu coração
que dói mesmo sem razão;
e só é completo na minha poesia,
com esta escrita de magia.