domingo, 24 de maio de 2015

sonâmbula

quero esquecer os ecos
das vozes que só me deixaram aturdida
sozinha, sem chão,
de mim mesma esquecida.

quero viver de novos enredos
e de teatros vividos em novos palcos.

se o que vemos é verdade
e o que passámos o vento levou,
o que nos resta nesta demanda
é re-escrever o que do sonho se apagou.

Foto: Lisa Sorgini 


quarta-feira, 13 de maio de 2015

a minha poesia desnutrida

Posso escrever de caneta, lápis,
ou de dedos no teclado;
mas só sei escrever com o coração nas mãos
e os pensamentos enrodilhados...
Preciso de discorrer os meus anseios
como a seiva corre nas flores da primavera.
As letras preenchem-me a mente
e os poemas correm-me nas veias
«o amor ainda pode acontecer.»
é um rumor que o vento me sussurra;
Se nada for verdade nestas minhas teorias
e eu continuar a alimentar-me delas?
Sobra-me esta metamorfose. Constante. Desmedida.
E a minha poesia desnutrida.