segunda-feira, 29 de junho de 2015

Um amor por escrito

Tinha um amor por escrito
mas esqueci-me de o escrever.

Guardei a caneta, 
decorei as palavras
mas não mas as usei.

Gastou-se a tinta,
na secura das tramas da vida.

Guardei as ideias
a sete chaves fechadas;
apaguei as imagens
e de tudo fiz miragens.

O amor não foi publicado, 
nem lido por ninguém.


quinta-feira, 11 de junho de 2015

Se podemos vislumbrar

Se podemos vislumbrar
aquilo que mais desejamos
não devemos sufocar
os nosso atos para lá chegar.

E se o caminho se dificulta
e tropeçamos nas pedras soltas,
devemos continuar de joelhos esfolados
e gargantas secas e roucas.

Dos cobardes não reza a história,
daqueles que se escondem e desistem,
sugando a vida alheia;

Esses que também já encontrámos 
e nos tentaram levar ao fundo;
são incapazes contra nós
e contra a luz deste nosso mundo.