segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Mas o meu coração sempre sobreviveu

Escusado é pensar, repensar
A vida roda como gira o globo
Os olhos que riram,
choram e desfiguram a face
que antes gargalhava
por imaginar ali um amor novo

Agora as mãos rasgam as folhas
do poema que escrevi;
Agora caem os sinais
Com que a imaginação me presenteia...
E a lua estava cheia
só porque o sol sempre brilha
e se um é da noite, o outro é do dia.

Não havia motivo,
nem demanda que Deus semeia
mas o meu coração sempre sobreviveu
à sua própria cegueira.