domingo, 16 de agosto de 2015

«Mudaste»


«Mudaste». Disseste tu.
Como se me bajulasses sem eu saber...
De facto, mudei e mudei-me
Cansei-me de querer saber.

Mudei, mas no sentido do que está certo:
Acertei os ponteiros da rosa-dos-ventos.
Do relógio fiz meu unguento;
Fugi do que me causava tormento,
Sei que o mau tempo dura só um momento.

Dei tantos passos para longe de ti
E agora tentas arrastar-me de novo
Para a escuridão em que vives?
Não penses que esqueço a dor que infliges.

Da ilusão, da queda e da força
A trindade que me faz quem sou hoje
A minha voz está cansada
Mas o meu coração nunca morre.

Aprendi que podemos curar-nos,
Que nunca perdemos o que temos de melhor

O amor está em mim
E longe de ti, da falsidade e do desamor.