sábado, 25 de setembro de 2010

A desdita do silêncio

Hoje sinto o silêncio mais forte
As palavras oiço-as,
Mas voz, não tenho para as dizer.

Como grão de areia no deserto,
Flutuo no incerto,
Deixei tudo por dizer.

Porque há palavras que não dizemos,
Há palavras que nos deixam sós,
Palavras que gostávamos de gritar
Que apenas conseguimos sussurrar.
Verdes, vermelhas, sem cor...
Palavras de esperança,
De nada,
De amor!

Tudo o que sinto me consola,
Tudo o que sou me abandona...
Não sinto vida no dizer,
Hoje escrevo,
Prefiro escrever.

4 comentários:

Leonardo B. disse...

[a palavra reclama-nos a parte mais interior, aquela que temos por suprema conquista... aquela que se escuta, aquela que não se perde]

um imenso abraço,

Leonardo B.

Raquel Silva disse...

Às vezes o silêncio é bom :) desde que acabes por transmitir o que sentes, como é o caso... :)
Obrigada veterana Susy (como gostas que te chamem ahah). Adoro o teu blog :D
Beijinho ^^

Samuel Pimenta disse...

Nem sempre as palavras traduzem o sentir, são insuficientes, incompletas, imperfeitas. Daí o valor do silêncio, por, por vezes, expressar bem melhor o que nos vai na alma.
Um belíssimo poema.

Beijinhos,

Samuel Pimenta.

Alexandre O'Neill disse...

Gosto deste; gosto porque parece-me uma óptima escolha uma rima e um tempo livres para se falar de silêncio, que é vago. Bom poema, muito expressivo, agradou-me muito :)